18 insert songs que marcaram seus animes (parte 2)

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(Essa é a segunda parte de uma lista. Para ver a primeira, clique aqui.)

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A ‘Wild Hunt’ na música clássica

wild huntno meu primeiro post nesse blog eu disse que o mais sensacional do universo geek é sua capacidade de agregar aquilo que está do lado de fora. Para a surpresa dos que rotulavam todos os videogames como “baixa cultura”, isso inclui as maiores obras-primas da humanidade.

No meu artigo sobre The Witcher, eu mencionei que a série é baseada na mitologia eslava, e que algumas de suas lendas já haviam servido de inspiração a compositores. A ‘Caçada Selvagem’, tropa de cavaleiros fantasmagóricos que Geralt enfrenta no homônimo The Wild Hunt, não é exceção. Há algo de muito badass em guerreiros voadores que roubam as almas das pessoas em tempos de guerra, e isto não escapou à atenção dos grandes mestres da música.

Se você já jogou ou pretende jogar The Wild Hunt e precisa de uma trilha sonora para entrar no clima (ou só quer relembrar a luta sensacional contra Imlerith), vai aqui uma pequena seleção.

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O Homem de Palha que Você Nunca Conheceu

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Christopher Lee, morto semana passada, foi um daqueles homens que nos fazem perguntar o que tanto fazemos sentados no sofá. Em 93 anos de vida, interpretou mais de 250 papeis, lutou em quase todos os fronts da Segunda Guerra Mundial e aproveitou para escalar o Monte Vesúvio durante uma folga após a batalha de Monte Cassino – uma das mais sangrentas do conflito. Falava inglês, italiano, francês, espanhol, alemão, sueco, russo, grego e mandarim. Era treinado em canto lírico e gravou CDs de Heavy Metal, tornando-se o músico mais velho a entrar na lista de mais ouvidos do Reino Unido. Foi amigo de J.R.R. Tolkien e primo de Ian Fleming, o criador de James Bond.

Cada um tem uma razão especial para lamentar sua morte. Para alguns, foram os vilões a quem deu vida no fim de carreira, Saruman e Conde Dooku. Para as gerações mais antigas, talvez seja sua interpretação do Conde Drácula. De minha parte, cito aquele que, na opinião do grande ator (e desse humilde blogueiro) foi o seu melhor filme: O Homem de Palha de 1973.

Em situações normais, bastaria citar o título para deixar registrada a homenagem. Infelizmente, O Homem de Palha foi um filme tão diferente, tão mutilado por cortes, prejudicado por uma distribuição maluca e pelo seu próprio legado que a recomendação precisa de uma disclaimer. Assim, aqui vão três pontos para tentar encorajar os que até agora nunca se interessaram por  esse clássico do terror a vê-lo. Continuar lendo O Homem de Palha que Você Nunca Conheceu

As fronteiras do universo geek

haruhi suzumiya

O universo geek deve ser como o mundo. Deve abranger tudo.

Mahler não disse isso, mas talvez dissesse, caso vivesse nos dias de hoje e tivesse design de games como uma segunda profissão. O fato é que a profecia de Bill Gates se cumpriu: nerds, outrora uma subcultura de nicho, cresceram e conquistaram o mundo.

Isso, porém, não é tão impressionante quando à facilidade – e receptividade – com que a cultura geek acrescenta à si o que está por fora. De Klimt à Rachmaninoff, passando pela poesia de Yeats, e pela vida de Chopin, nem mesmo o mestre austríaco escapou de se tornar referência.

O mundo geek não é uma fantasia mais do que é uma miniatura do que existe ao seu redor. Ele vive de inspirações e as remodela à sua maneira.

Eu sou um nerd. Eu, também, me acrescentei à subcultura. E meu hobby é observar aquilo que vejo por aqui e constatar o que há por trás. O que games, animes, séries e comics carregam de curioso, de trágico, de grande… enfim, de humano.

Esse é um espaço para discutir o mundo geek e o que ele traz de suas andanças para além de suas fronteiras. E para incentivar outros geeks, de onde quer que venham, a misturar o físico ao virtual, as letras aos pixels.