“A Cidade da Luz”: algumas coisas pertencem à escuridão

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Tasuku é um “acompanhante de suicidas”. Por um módico pagamento, ajuda pessoas que desejam se matar a planejar sua partida – e a não mudar de ideia na hora H.

Tasuku não parece ter remorsos. Pelo contrário, leva seu “trabalho” com uma frieza assassina.  Porém, o que faria se um de seus “clientes” fosse alguém que conhecesse?

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Entendendo “Nijigahara Holograph”: Inio Asano e o ensemble cast

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Nijigahara Holograph, de Inio Asano, é um soco no estômago.

Com uma narrativa não-linear, temas pesados, usos e abusos do “show, don’t tell”, o mangá, que chegou ao Brasil recentemente, é um clássico cult de cair o queixo.

Para a mente acostumada a obras serializadas ou one-shots quadradinhos, é também uma história que nos faz sentar direito na cadeira, franzir o cenho e pensar:

O que, afinal, acabamos de ler?

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‘Kokosake’: o amargo alívio do escapismo

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Uma garota vê o pai sair de um castelo ao lado de uma mulher. Ela transborda de alegria. O seu pai era um príncipe e estava escoltando uma donzela. Justo como ela suspeitava desde pequena!

Animada, resolve compartilhar as novas durante o jantar. Se ela não é capaz de juntar os pontos, sua mãe o faz com rapidez. O “castelo” em questão é um motel temático e a “donzela”, a amante de seu esposo. A mãe “sufoca” sua tagarelice com um ovo frito, expulsa o marido de casa e passa a se sustentar por conta própria.

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Inio Asano e a “voz” da nossa geração

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Estaria a juventude sem rumo?

Essa é uma daquelas perguntas que custam a ficar velhas (com o perdão do trocadilho). Já faz mais de 25 anos que Mundo Fantasma sugeriu a mesma coisa. De lá para cá, não parecemos estar mais certos. Ou menos perdidos.

No universo do mangá, é difícil falar sobre essas questões sem pensar em Inio Asano, autor de alguns dos mangás mais impressionantes (e bizarros) de memória recente, que tem voltado aos holofotes nos últimos anos.

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