Uma aventura no Japão #10: quem tem medo do teatro noh?

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Você já deve­ ter ouvido falar do noh, o mais famoso e pomposo dos teatros japoneses.

Você já deve ter ouvido falar do noh, aquela ópera esquisita em que homenzarrões interpretam papéis femininos.

Você já deve ter ouvido falar do noh, cujas máscaras parecem saídas de um filme de terror.

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Assista a “Jugemu”, o conto de Yotaro em “Showa Genroku Rakugo Shinjuu”

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Aqueles que o acompanham sabem que Showa Genroku Rakugo Shinjuu voltou com tudo na temporada de inverno. Com originalidade para dar e vender, o anime sobre rakugo – uma das artes mais tradicionais do Japão – continua a nos emocionar.

O último episódio nos trouxe uma apresentação de Jugemu, um conto infantil sobre as desventuras de uma criança com um nome longo demais.

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É possível escrever críticas objetivas? (parte 2)

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Todos nós já reclamamos daquele filme excelente que foi malhado pela crítica. Ou daquela obra completamente sem mérito que todos consideram a última bolacha do pacote.

Porém, até que ponto é possível dizer que essa ou aquela obra realmente é boa? Onde termina nosso gosto pessoal e começa a verdade? Quando se trata de arte, existe mesmo uma “verdade”?

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Os animes são uma mídia para adultos? (Parte 2)

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Na semana passada, eu me reuni ao Fábio Godoy do Anime 21, Diego Gonçalves do É Só Um Desenho e Vitor Seta do Otaku Pós-Moderno para responder a uma pergunta que todos já ouvimos diversas vezes.

Os animes que tanto curtimos são, de fato, um entretenimento para adultos?

Nessa semana, Cat Ulthar do Dissidência Pop e Kouichi Sakakibara do Animes Tebane se uniram a nós para refletir sobre a reputação dos desenhos japoneses, ora tidos como “coisa de criança”, ora como “diversão madura”.

E o que, em um caso ou no outro, estaria por trás dessa “maturidade”.

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Por dentro do “Fausto” de “Madoka”

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É fato conhecido entre fãs de Madoka que o mahou shoujo de Gen Urobochi foi inspirado em Fausto. A homenagem é frequentemente comentada em resenhas do anime, como nessa ou nessa.

Não que a produção da SHAFT tenha feito muitos esforços para esconder o tributo. Frases em alemão tiradas diretamente da peça estão literalmente espalhadas pelas cenas do anime:

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“O Silêncio”: a crueldade japonesa entre a história e a ficção

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Fãs de Martin Scorsese sabem que 2016 é um ano para não esquecer. Silence, seu projeto pessoal em desenvolvimento desde 1991, cujo storyboard inspirou o cartaz da 39a Mostra de Cinema de São Paulo,  finalmente dará as caras ao grande público.

Entusiastas de cultura japonesa têm motivo redobrado para acompanhar o lançamento. Trata-se da adaptação de um dos maiores clássicos da literatura nipônica contemporânea.

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“The Gods Lie.”: Os adultos ausentes dos mangás (e por que funcionam tão bem)

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Dia das mães. Não há ocasião melhor para relembrar os percalços e emoções de nossa vida familiar – ou das de nossas personagens favoritas.

Claro, os dramas que gostamos de ler ou assistir costumam ser bem diferentes dos que desejamos para nós mesmos. Como disse Tolstói, todas as famílias felizes são iguais, mas cada família infeliz é infeliz à sua própria maneira. E nada faz uma história mais interessante do que a variedade.

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Inio Asano e a “voz” da nossa geração

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Estaria a juventude sem rumo?

Essa é uma daquelas perguntas que custam a ficar velhas (com o perdão do trocadilho). Já faz mais de 25 anos que Mundo Fantasma sugeriu a mesma coisa. De lá para cá, não parecemos estar mais certos. Ou menos perdidos.

No universo do mangá, é difícil falar sobre essas questões sem pensar em Inio Asano, autor de alguns dos mangás mais impressionantes (e bizarros) de memória recente, que tem voltado aos holofotes nos últimos anos.

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De onde vieram os anti-heróis dos quadrinhos?

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Entre a nova (e violenta) adaptação de Demolidor, os ecos de Frank Miller em Batman vs. Superman, o status de “lenda cult” de Christopher Nolan e a vinda da Guerra Civil para os cinemas, tudo aponta para a mesma coisa: o anti-herói está na moda. E pretende ficar.

Por si só, isso não é uma surpresa. Seja na literatura, nos games ou nas séries de TV, o velho confronto do “bem” versus o “mal” parece ter sido substituído por algo mais sofisticado – e muito mais sanguinolento.

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