3 jogos para entender a Primeira Guerra Mundial (antes de ‘Battlefield 1’)

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No mundo dos games existem alguns mandamentos não-escritos. Até pouco tempo atrás, “Não ambientarás teu jogo na Primeira Guerra Mundial” estava no topo da lista.

De fato, se a Segunda Guerra Mundial é um dos períodos históricos mais abordados de todo o meio, a Primeira sempre mereceu notas de rodapé. Ou, no melhor das hipóteses, uma menção indireta em algum título grand strategy.

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“The Gods Lie.”: Os adultos ausentes dos mangás (e por que funcionam tão bem)

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Dia das mães. Não há ocasião melhor para relembrar os percalços e emoções de nossa vida familiar – ou das de nossas personagens favoritas.

Claro, os dramas que gostamos de ler ou assistir costumam ser bem diferentes dos que desejamos para nós mesmos. Como disse Tolstói, todas as famílias felizes são iguais, mas cada família infeliz é infeliz à sua própria maneira. E nada faz uma história mais interessante do que a variedade.

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Entrevista: escrevendo as quests de ‘Witcher 3’

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Não há dúvidas de que The Witcher 3: The Wild Hunt é um dos jogos mais impressionantes de memória recente. O blockbuster da CD Projekt RED, baseado em um dos maiores sucessos da fantasia europeia, conseguiu a façanha de combinar um open world imersivo, gráficos de ponta, ação e um dos melhores enredos da história dos games.

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Por que é tão difícil retratar vilões em games (e o que fazer para facilitar)

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Moralidade.

Aqueles que acompanham a cena de games já devem estar acostumados a ver essa palavra em descrições de jogos. De fato, da mesma forma como Skyrim fez com que open worlds se tornassem o novo dogma, games moderninhos dos anos 2000 se ancoraram em “dilemas morais” e liberdade de escolha.

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A blogosfera em destaque #1

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É com muito prazer que anuncio o primeiro balanço mensal da Blogosfera Otaku BR. Para os que perderam minha introdução, trata-se de uma aliança bottom-up de produtores de conteúdo sobre o universo otaku, destinada a facilitar o intercâmbio de ideias.

Confiram abaixo os destaques do mês de Abril (e arredores):

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‘Kokosake’: o amargo alívio do escapismo

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Uma garota vê o pai sair de um castelo ao lado de uma mulher. Ela transborda de alegria. O seu pai era um príncipe e estava escoltando uma donzela. Justo como ela suspeitava desde pequena!

Animada, resolve compartilhar as novas durante o jantar. Se ela não é capaz de juntar os pontos, sua mãe o faz com rapidez. O “castelo” em questão é um motel temático e a “donzela”, a amante de seu esposo. A mãe “sufoca” sua tagarelice com um ovo frito, expulsa o marido de casa e passa a se sustentar por conta própria.

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‘Joker Game’: lutando a guerra perdida no Japão dos anos 1930

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Em 1937, os japoneses montaram uma assalto contra Shanghai, na China. Sem explosivos, três soldados encheram um bambu com pólvora, acenderam um pavio e o jogaram próximo ao acampamento inimigo.

Infelizmente, eles calcularam mal o raio de detonação, e a “bomba” acabou explodindo antes que pudessem voltar para as trincheiras. A propaganda do Estado, entretanto, vendeu o episódio como um ataque suicida de três valentes defensores da pátria. Os pobres soldados foram batizados de “As Três Balas Humanas”.

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A Blogosfera Otaku BR

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No ciberespaço, ninguém é dono do conhecimento.

Ninguém sabe tudo, mas todos sabem alguma coisa, e cada qual à sua maneira, construimos juntos um saber universal. Da Wikipedia ao Know Your Meme, da Cultura de Convergência ao Big Data, a “nuvem” é um grande playground de ideias. Uma verdadeira inteligência coletiva.

Quem disse isso foi Pierre Lévy mais de 20 anos atrás. No entanto, suas palavras são tão pertinentes hoje quanto o foram no passado, quando a internet ainda engatinhava.  Mais do que nunca, aprendemos que trocar informações e colaborar com criadores é o que transforma a web em um verdadeiro universo de possibilidades.

A Blogosfera Otaku BR é uma pequena parte dessa inteligência coletiva. Trata-se de uma aliança de colunistas, blogueiros e curiosos em geral interessados em compartilhar seus trabalhos e explorar juntos o mundo da cultura japonesa contemporânea.

Para você que se interessa pelas colunas do blog e sente vontade de ler mais a respeito de seus temas, ou está intrigado por outras facetas do mundo geek, todo mês publicarei um balanço com o que há de mais inusitado na Blogosfera.

Para você que tem interesse em seguir todo esse conteúdo na íntegra, basta seguir a página oficial do projeto, onde as matérias serão compartilhadas. E você, autor de blog que deseja conhecer novos horizontes da cultura pop japonesa pode se unir à iniciativa contatando-os nesse mesmo link.

Afinal de contas, como uma desbravadora precoce do ciberespaço já nos havia ensinado, não importa aonde vamos, estamos sempre conectados

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Inio Asano e a “voz” da nossa geração

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Estaria a juventude sem rumo?

Essa é uma daquelas perguntas que custam a ficar velhas (com o perdão do trocadilho). Já faz mais de 25 anos que Mundo Fantasma sugeriu a mesma coisa. De lá para cá, não parecemos estar mais certos. Ou menos perdidos.

No universo do mangá, é difícil falar sobre essas questões sem pensar em Inio Asano, autor de alguns dos mangás mais impressionantes (e bizarros) de memória recente, que tem voltado aos holofotes nos últimos anos.

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O Japão de Frank Miller

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Há muito a se elogiar na segunda temporada de Demolidor, da Netflix. As cenas de luta são um espetáculo de coreografia. O tom consegue ser sombrio sem perder o charme. Elektra e o Justiceiro não são apenas excelentes coadjuvantes, mas estão fidelíssimos às suas raízes nas HQs.

Em adição a tudo isso, fãs de Frank Miller, a lenda-viva dos quadrinhos responsável por Sin City, O Cavaleiro das Trevas e 300, devem ter notado outra coisa. Tal como Batman v Superman, que chegou aos cinemas semana passada, Demolidor 2 é a adaptação de uma obra sua.

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