Assista a “Jugemu”, o conto de Yotaro em “Showa Genroku Rakugo Shinjuu”

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Aqueles que o acompanham sabem que Showa Genroku Rakugo Shinjuu voltou com tudo na temporada de inverno. Com originalidade para dar e vender, o anime sobre rakugo – uma das artes mais tradicionais do Japão – continua a nos emocionar.

O último episódio nos trouxe uma apresentação de Jugemu, um conto infantil sobre as desventuras de uma criança com um nome longo demais.

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O atentado ao metrô de Tóquio e a literatura japonesa

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Créditos

Em 20 de março de 1995, cinco membros do culto apocalíptico Aum Shinrikyo embarcaram em linhas diferentes do metrô de Tóquio. Sob os braços, levavam  bolsas do neuro-agente sarin enroladas em jornal. Em dado momento, armados com guarda-chuvas de pontas limadas, eles furaram as bolsas e fugiram.

O atentado ganhou as manchetes, nem tanto pela sua letalidade, mas pela natureza de suas consequências.

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Shinkai e “Kimi no Na Wa”: A ‘era dos otakus’ realmente terminou?

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Há algo de podre no reino dos animes. Ou, pelo menos, é o que se diz por aí.

Fãs de Makoto Shinkai, o celebrado diretor de 5 Centímetros por Segundo, devem saber que seu novo filme, Kimi no Na Wa, acaba de ser lançado no Japão. Alguns figurões da indústria já tomaram a internet para despejar seus elogios.

O que talvez não tenham ouvido é que o filme provocou também reações um tanto estranhas.

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“Fune wo Amu”: o dicionário é mais do que um simples livro

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Eu me lembro de quando vi o Dicionário Houaiss pela primeira vez na vida. O ano era 2001, e eu, então com 10 anos, nunca havia visto um livro maior, mais bonito nem, provavelmente, mais caro.

Ele acabara de ser lançado, e a banca de jornal em que eu ia toda semana o havia colocado na prateleira de destaque. Eu, que entrara para comprar gibis, tive até dificuldade para entender o que um livro daqueles estava fazendo lá.

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Um passeio pelo mundo das figures

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Quando pensamos em otakus, poucos símbolos são mais universais do que figures colecionáveis.

Seja na realidade, seja na ficção, prateleiras cheias de miniaturas de plástico se tornaram a prova de que o anime, para seu dono, é mais do que um simples passatempo.

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‘Joker Game’: lutando a guerra perdida no Japão dos anos 1930

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Em 1937, os japoneses montaram uma assalto contra Shanghai, na China. Sem explosivos, três soldados encheram um bambu com pólvora, acenderam um pavio e o jogaram próximo ao acampamento inimigo.

Infelizmente, eles calcularam mal o raio de detonação, e a “bomba” acabou explodindo antes que pudessem voltar para as trincheiras. A propaganda do Estado, entretanto, vendeu o episódio como um ataque suicida de três valentes defensores da pátria. Os pobres soldados foram batizados de “As Três Balas Humanas”.

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Inio Asano e a “voz” da nossa geração

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Estaria a juventude sem rumo?

Essa é uma daquelas perguntas que custam a ficar velhas (com o perdão do trocadilho). Já faz mais de 25 anos que Mundo Fantasma sugeriu a mesma coisa. De lá para cá, não parecemos estar mais certos. Ou menos perdidos.

No universo do mangá, é difícil falar sobre essas questões sem pensar em Inio Asano, autor de alguns dos mangás mais impressionantes (e bizarros) de memória recente, que tem voltado aos holofotes nos últimos anos.

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O fascínio dos animes com a magia ocidental

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Quem tem o hábito de acompanhar mangás e animes já deve ter reparado que esse meio tem um pé no esotérico. Ao lado de mechas, uniformes escolares e doces baratos – muitas vezes, ao mesmo tempo – a cultura pop japonesa parece ter uma queda por magia e ocultismo.

Não qualquer magia, mas uma bastante específica – e distintamente ocidental. Cartas de tarot, círculos mágicos, símbolos do zodíaco, palavras em latim, referências bíblicas, nomes ingleses ou germânicos, sociedades secretas, trajes e apetrechos inspirados na maçonaria. Certos animes pagam tanto tributo ao ocultismo estrangeiro que poderiam se passar por um museu esotérico. De preferência, em algum lugar de Londres, ou na antiga “pequena Inglaterra” da Ásia: Hong Kong.

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Existe anime fora do Japão?

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Da lista de perguntas que causam flamewars com maior frequência, essa com certeza está no Top 10. Os animes conquistaram o mundo faz já algum tempo, e de lá para cá são vários os artistas que se inspiraram no estilo para criar seus próprios trabalhos. Mas seriam essas obras “animes”, também?

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Shigeru Mizuki: O soldado que inventou o mangá moderno

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Quando pensamos em “pai do mangá”, o primeiro nome que vem à cabeça é quase sempre Osamu Tezuka. Entre seu pioneirismo em praticamente todos os gêneros, a influência de seu trabalho nos filmes da Disney e as inúmeras graphic novels premiadas, é impossível olhar para uma gibiteca e não ver a marca do autor de Astro Boy em praticamente tudo.

De que sua fama é merecidíssima não há nenhuma dúvida. Contudo, Tezuka é um daqueles artistas que, de tão famosos, acabam ofuscando até mesmo os outros gênios. É o caso de seu contemporâneo Shigeru Mizuki, outro pioneiro do mangá que ganhou destaque nos anos 1950 e não parou de brilhar.

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