Café com Anime: “Irozuku Sekai no Ashita Kara” episódios 6 e 7

Bem vindo ao Café com Anime, sua dose semanal de bom papo e animação japonesa!

Nessa temporada, o Finisgeekis, Anime21, Dissidência Pop e É Só um Desenho discutem Irozuku Sekai no Ashita Kara. 

E não é que o clima ficou pesado? Não é à toa. Irozuku nos forçou a revisitar memórias da nossa adolescência. E, de quebra, trouxe uma lições duras a todos nós. Confiram abaixo:

booker finisgeekis 1Vinicius Marino

Meu Deus.

Que

episódio

lindo!

Estava pensando em ganchos para discutir quando assistia ao episódio de hoje. Coisa que sempre faço com nossos animes do Café. Mas dessa vez Irozuku me deixou sem palavras. Não sei se foi o primor visual, a trilha melodramática ou a forma como tudo se fundiu, mas só pude admirar embasbacado.

Eu avisei, gente. Sou um cara fútil e tenho queda por animes bonitos. :sweat_smile:E Irozuku me arrebatou pelos sentidos!

buniiito4Fábio “Mexicano”

Teve a sessão de fotos também, que foi em estilo de animação normal, ao contrário dessas sequências especiais e mágicas. Seria um crimes deixar imagens como essas

de fora

Não acha?

Mas sim, preferi a “magia” também, então entendo como você pode ter “esquecido” dessas :stuck_out_tongue:

Também tem personagem nova (será recorrente?) e o final que parece que fez o Aoi se decidir. A Hitomi se tornou, “oficialmente”, sua musa inspiradora. E de alguma forma isso a fez voltar a enxergar cores? Que episódio doido!

cat ultharGato de Ulthar

Confesso que achei meio esquisito esse episódio, embora tenha gostado bastante dele. O engraçado que aquele sonho foi logo em seguida narrado para o Aoi, não fosse assim eu nem saberia dizer se o sonho se referia a ele ou a Hitomi, ou seja lá quem for.

Mas uma coisa é verdade, o episódio foi lindo! Adorei os efeitos lisérgicos das pinturas e dos sonhos da Hitomi! Isso sem falar do ensaio vitoriano, nota 10.

booker finisgeekis 1Vinicius Marino

Eu sempre tive vontade de fazer um ensaio desses. Ir numa dessas lojas de aluguel, tipo Máquina do Tempo (é assim que chamava?) e fazer como eles.

Me vestiria de militar também, que nem o Shou. Não por afinidade com a profissão, mas porque os uniformes dessa época eram simplesmente lindos.

diego gonçalvesDiego

De fato foi um episódio meio esquisito. E, pra ser bastante sincero, achei até um pouco chato. Ainda que, para ser ainda mais sincero, não saiba explicar muito bem porque achei ele meio chato 😛

Em todo caso, agora sabemos de onde veio o peixinho dourado que a Hitomi está sempre vendo. Eu só gostaria que o anime tivesse estabelecido antes que esse peixe nunca esteve nas pinturas do garoto, já que sem isso a sua reação de surpresa e confusão ao vê-lo soa um pouco estranha até termos a história completa.

Ao menos com essa informação a sequência mágica cuida de preencher as lacunas do personagem, caracterizando-o como alguém que está preso pelo sucesso passado, “caçando” esse passado e se deixando levar por um literal turbilhão no processo. Sutileza passou longe aqui, mas pessoalmente falando eu até prefiro assim :smile:

buniiito4Fábio “Mexicano”

O peixe estava na primeira pintura de sucesso do Aoi, e ele parece ter usado em outras. No anime, creio que represente a própria criatividade dele. O mistério é saber como a Hitomi conhecia.

Será que emergiu magicamente naquela primeira interação que ela teve com ele? Será que ela viu, no futuro? O Aoi terá algo a ver não só com ela recuperar a visão das cores, mas também com ela tê-la perdido em primeiro lugar?

booker finisgeekis 1Vinicius Marino

Bom, pode ser o caso clássico da visão: ela teve um problema, logo recebeu um “aviso” do que poderia ajudá-la a contorná-lo.

Ou pode ser uma forma das “cordinhas” do destino de aproximarem os dois.

Seja como for, o que mais gostei do episódio foi ele ter mostrado como esse “dom” não vem necessariamente para o bem. O Aoi ficou muito puto com a Hitomi por ter se colocado na posição de salvadora.

Foi uma lufada de ar fresco em histórias sobre mágica, na verdade. É normal que magos sejam vistos como pessoas excepcionais (às vezes, inclusive temidos por isso). Menos comum é ver um deles levar um tapa para aprender o seu lugar!

buniiito4Fábio “Mexicano”

Isso dá ideias para qual pode ser o problema da Hitomi com magia. Ela odeia magia, nunca estudou direito, mas tem um poder enorme, a ponto de se manifestar sozinho em momentos de forte emoção (ou simplesmente para cumprir a expectativa dela, como a caminhada sobre a piscina). Talvez ela tenha tido algum acidente por causa disso quando mais nova?

E as cores podem ter ido embora junto com a sua magia, que ela “trancou”.

diego gonçalvesDiego

Pra ser bem sincero, eu achei o Aoi meio babaca nessa cena :stuck_out_tongue: Sim, a Hitomi estava se intrometendo num assunto que não era da conta dela, mas a menina foi sugada pra dentro da pintura e teve um senhor pesadelo! Goste ele ou não, os problemas dele meio que estão afetando ela também. Ele podia ser um pouco mais compreensível com a posição dela naquela momento.

buniiito4Fábio “Mexicano”

Ele não tem como saber disso! Do ponto de vista do Aoi, a Hitomi desmaiou e acordou se intrometendo na vida dele.

diego gonçalvesDiego

Ela contou o sonho em detalhes!

buniiito4Fábio “Mexicano”

E daí? Ele não viveu aquilo. Ele nem assistiu aquilo, ao contrário de nós. E a possibilidade dele ter reconhecido sua arte ou aspectos dela enquanto ela descrevia o sonho só deve tê-lo irritado mais.

cat ultharGato de Ulthar

A irritação do rapaz foi bem natural ao meu ver, eu também teria ficado puto com uma intromissão tão esquisita como aquela. Mas acho que ficou claro que ele não guardou nenhuma mágoa dela, foi algo do momento só, sem maiores consequências.

booker finisgeekis 1Vinicius Marino

Não acho que ele ficou irritado porque duvidou dela. Foi, sim, pela postura, como o Gato falou.

Mágica em histórias como essa geralmente aparece como metáfora de coisas mundanas. Vamos, então, fazer um experimento. Imaginem se não fosse mágica, mas um outro tipo de revelação. Tipo descobrir alguma coisa da saúde do Aoi, ou de seu histórico escolar. Ter espiado ele fazendo alguma coisa pela janela. Ou ainda ter uma irmã morta no armário e se traumatizar tentando seguir seus passos (nem preciso dizer de onde tirei isso).

E então ela vem, com aquele tom de salvadora da pátria, dizendo que ele precisa fazer esse ou aquele exame. Estudar melhor porque vai bombar. Deixá-la ver os exercícios, ir até sua casa para fazerem lição juntos. Rogando para que esqueça a irmã, pois não precisa levar essa mágoa no peito.

Ela, Hitomi, que poucos dias atrás estava escondida debaixo da sua cama. Ela, que tem todos os seus problemas, todos os seus defeitos, vem cagar regra em cima dele para ensiná-lo a “superar seus problemas”.

É claro que ele vai ficar puto!

É foda dizer para alguém como viver sua vida. Sobretudo quando se trata de coisas super pessoais, como arte. Conheço gente que abandonou a vocação artística por decepções sérias. Do tipo que ficaram tão nervosos a ponto de destruir os próprios trabalhos. Você não traz um treco desse a tona sabendo só o resumo da ópera sem levar patada.

O que me leva a uma outra cena que, pessoalmente, achei bem parecida (em espírito, se não em executação): a patada que o Shou levou da Asagi:

Não sei quanto a vocês, mas achei uma briga o perfeito complemento da outra. Diria quase que essa patada foi um foreshadow da patada do Aoi com a Hitomi.

Bom, talvez esteja só com o olhar “viciado” pelo que veio depois. Mas acho que o desconforto que ela sentiu com a postura do Shou é de certa forma parecido com a irritação do Aoi.

Estou pensando besteira?

buniiito4Fábio “Mexicano”

Os sentimentos envolvidos e que desencadeiam as reações são bem diferentes, mas os dois cheiram a condescendência.

Quero dizer, nem Aoi nem Asagi querem animadores de torcida ou coaches. Em particular, eles não querem ser vistos do ângulo que foram vistos nesse episódio. Aoi não quer que a Hitomi o veja como um artista preso em uma crise criativa, e a Asagi não quer ser vista como a menininha que o Shou conheceu quando eram crianças.

diego gonçalvesDiego

Acho que a situação não é assim tão parecida. No caso do Aoi, foi alguém que ele conhece há pouco tempo se intrometendo em um assunto que lhe é bastante pessoal.

No caso da Asagi, é mais a frustração de alguém que ela de fato conhece há um bom tempo e que justamente por isso ainda a vê como apenas uma amiga.

O Aoi fala o que fala na esperança da Hitomi o deixar em paz. Já a Asagi quer mais é que o cara entenda os sentimentos dela por ele. Pra mim são cenários quase que opostos.

buniiito4Fábio “Mexicano”

Não sentimos os sentimentos do passado. Analisando só o que eles podem ter sentido nesses momentos em particular, vejo sim semelhança.

Por motivos diferentes, em situações diferentes, com expectativas diferentes.

Mas não devem ter sido cenas pareadas à toa não.

booker finisgeekis 1Vinicius Marino

Concordo com os dois pontos, na verdade.

Não acho que é à toa que o anime vem martelando as dores da Asagi. Ela de fato não está se sentindo respeitada, e não me parece ser por motivo de rancor.

Tem uma coisa que a gente fala meio brincando, mas que penso que tenha um fundo de verdade. Muita gente diz se sentir um “NPC” na história da própria vida. Quando criança, você achava que o mundo girava em torno de seu umbigo. Daí vem a vida adulta e você passa a viver de fazer abano a pessoas melhores que você.

Agência é uma coisa complicada. Mas acho que todos nós gostamos de ter pelo menos a impressão de que somos protagonistas da nossa vida. E, ao se colocarem nessa posição mais baixa, dependentes da salvação ou da comiseração alheia, tanto o Aoi quanto a Asagi se transformam em coadjuvantes.

buniiito4Fábio “Mexicano”

Sim, é um paralelo difícil de explicar em palavras, mas eu realmente acredito que o sentimento seja bastante parecido, nos dois casos.

cat ultharGato de Ulthar

Uma situação complicada. No caso da Asagi ela é boazinha demais para sentir raiva ou rancor da Hitomi, mas isso não a impede de perceber que foi e está sendo jogada para escanteio. Mesmo assim ela está tentando tomar a força o protagonismo da sua vida, tanto é que ela fez mesmo aqueles postais dos coelhos.

buniiito4Fábio “Mexicano”

Eu acho que ela não tem motivo pra sentir raiva da Hitomi, e ela sabe disso. Eu na verdade estou achando super positivo o anime não ter jogado a Asagi contra a Hitomi. A coisa dela é com o Shou, a Hitomi não fez nada.

Mas esse é um clássico em que o clichê do ciúme, não só em animes, seria usado, jogando uma garota contra a outra. Irozuku está mandando super bem ao evitar isso.

booker finisgeekis 1Vinicius Marino

Acho interessante, nesse sentido, como a lição da Kurumi no episódio 7 foi na direção oposta. De um episódio com vários conflitos, temos um grupo surpreendentemente funcional.

As férias de verão no colegial são um dos períodos mais abordados nos animes. Não posso dizer que fiquei surpreso em ver o entrosamento desses amigos, mas foi gostoso de ver o quanto essas personagens se aproximaram umas das outras.

Justamente porque traz a tona os segredos que ainda insistem em guardar. Não sei quanto a vocês, mas eu tinha completamente esquecido que a Hitomi não tinha contado aos amigos que não via cores!

diego gonçalvesDiego

Ah, eu ainda lembrava. Mas realmente não é algo que tem feito lá muita diferença. Mas acho que justamente por isso é bom que ela vá finalmente contar pra eles: não é algo que valia a pena manter escondido, ainda mais pra quem já admitiu ser uma viajante no tempo.

Dito isso, duas coisas me incomodaram no episódio. Primeiro, o qual mal ele aborda o cliff hanger do episódio passado, com a Hitomi perdendo suas cores imediatamente após as recuperar.

E segundo: me incomoda como a Koharu se pergunta o que a pode ter feito perder as cores novamente, mas nem cogita perguntar o que a fez perdê-las da primeira vez para começo de conversa. Um mistério que, diga-se de passagem, o anime já está arrastando a tempo demais.

buniiito4Fábio “Mexicano”

Talvez a Kohaku tenha perguntado o que ela acha que pode ter feito a Hitomi parar de enxergar cores agora justamente na esperança de encontrar uma resposta para a perda original?

Elas estão morando na mesma casa, a Kohaku sabe faz tempo que a Hitomi não vê cores, não acho que fosse realmente necessário um diálogo no anime com a Kohaku fazendo essa pergunta.

A Hitomi não sabe. A gente sabe que ela não sabe. A Kohaku perguntar só ia tomar tempo, sem resolver nada, e é fácil assumir que elas já conversaram sobre isso. Então, para mim, problema nenhum.

E sobre a Hitomi não ter contado para o resto do clube antes, bem. Imagine-se no lugar deles. Ela já contou que na verdade veio do futuro, e eles acreditam nisso. Não fazia mesmo sentido nenhum esconder uma coisa tão mínima e tão boba – mas que pode causar acidentes, como no episódio da piscina.

A Hitomi só perdeu o timing para contar mesmo, e ela própria parece ter reconhecido isso. Se eu fosse desse clube, ia ficar esperando ansioso pelo próximo “segredo” da Hitomi :joy:

Eu ia ficar só aguardando ela revelar que, sei lá, na verdade é hermafrodita, porque no futuro todo mundo é. E depois que voltou ao passado por causa de uma invasão alienígena ou coisa parecida. É, eu sou bem espírito de porco mesmo, se estivesse naquele clube ia ficar pensando coisas assim. Mas a Hitomi parece bastante sensível, eu nem ia poder ficar fazendo essas piadas, que angústia  :stuck_out_tongue:

Enfim, outro episódio muito bonito. E mais do que ser bonito ou não, cada vez mais gosto desses personagens e penso que queria ser amigo deles. Queria fazer parte daquele clube também. Isso deve ser algo bom.

cat ultharGato de Ulthar

Episódio bacana esse, o destaque ficou mesmo para a interação do clube de fotografia (e artes). A Kurumi faz um casal muito bonito com aquele cara folgadão que fica provocando ela, esse é o melhor casal disparado do anime!

E sim, sinto que o anime está arrastando muito esse drama da Hitomi em não ver cores, espero que isso já comece a ser resolvido nos próximos episódios.

booker finisgeekis 1Vinicius Marino

Na real, eu também queria fazer parte desse clube. Não são poucos os animes que envolvem “clubes” de uma espécie ou outra, mas esse é um que eu legitimamente gostaria de ingressar. Eu realmente consigo imaginar essas personagens como adolescentes reais. Saindo aqui do colégio da esquina, cruzando a esquina depois da aula.

Pensando aqui agora, acho que o fato do episódio ter abordado o natsuyasumi (férias de verão) fez toda diferença. Não tivemos um “episódio de praia” escalafobético. Bom, tecnicamente tivemos, mas foi uma ida à praia mais morna – e até por isso comum. Eu me lembro de ter ido à praia algumas vezes nos feriados. Ok, sempre tem uma ou outra viagem emblemática, mas no geral o que a gente fazia era conversar e fazer churrasco. Igual à Hitomi e seus amigos:

 

Nós estávamos conversando no Café sobre Yagate wa Kimi ni Aru sobre como histórias de amor (em mangás shoujo e derivados) podem criar uma pressão insalubre nos seus leitores. Vendo Irozuku, eu me pergunto se o mesmo não pode ser dito dos momentos menos “quentes” da juventude.

Eu passei minha adolescência achando que estava deixando o melhor da vida passar. Não que eu não fosse feliz, mas faltava alguma coisa. E agora, ao acompanhar a Hitomi se divertindo com seus amigos, eu percebo que tinha tudo. Minha rotina, nos melhores momentos, não era muito diferente da dela.

Vai ver eu, também, precisa aprender a ver cores.

Eu me perguntaria se vocês já se sentiram assim também, mas depois da “pedrada” virtual que levei semana passada, acho que passo :smile:

buniiito4Fábio “Mexicano”

Acho que eu já disse que eu espero personagens mais humanos, mais complexos, em animes do estúdio P.A. Works, mas mesmo entre os seus, e mesmo envolvendo magia, acho que Irozuku está se destacando.

Eles não são só verossímeis, eles não são só complexos e com teias de relações complexas, eles são mesmo realistas. Eu só não os consigo imaginar saindo aqui da escola porque imagino o adolescente brasileiro bem diferente do japonês. Mas consigo imaginar eles existindo no mesmo mundo que eu sim.

diego gonçalvesDiego

Vinícius não pergunta só porque dessa vez eu falaria que já senti o mesmo, sacanagem isso ai :stuck_out_tongue: Mas é uma boa reflexão, de fato. Há certa tendência na ficção de retratar apenas o excepcional, pintando uma realidade fictícia que não necessariamente reflete a realidade real.

buniiito4Fábio “Mexicano”

Mesmo sem ele perguntar eu responderia … qualquer outra pergunta, mas se eu for falar disso vou ficar escrevendo até amanhã, minhas relações com minha juventude, durante ela e como eu a vejo depois de anos, são complexas.

Ei, mas pensando bem, esse é um bom ponto, não é? Valeu, Vinicius! Digo, o que estou tentando dizer é: será que esses adolescentes de Irozuku acham que estão aproveitando sua juventude ao máximo? E como será que se sentirão daqui uns anos? No caso da Kohaku e da Hitomi, daqui a 60 anos? No Japão, o culto à juventude é ainda maior do que aqui. A adolescência é tratada por muitos autores como o pináculo da vida.

cat ultharGato de Ulthar

Acho que nenhum adolescente acha que está aproveitando sua vida como deve. É uma fase muito complicada, para mim não foi diferente. E olha, não sinto muito saudade dessa época não. Claro que teve muitas coisas boas e divertidas, e boa parte delas faziam parte do cotidiano.

booker finisgeekis 1Vinicius Marino

Eu também não sinto saudades, de maneira alguma. E reconheço que hoje vivo uma vida muito melhor do que a eu tinha naquela época.

Mas a questão é: não era necessariamente culpa minha. A despeito da romantização que a mídia faz, a adolescência nunca será o pináculo da vida. (A não ser que você morra aos 18, mas enfim). Mesmo as coisas que julgamos “importantes” na época dificilmente sobrevivem ao vestibular. Namoros de colégio raramente vingam. Primeiros beijos costumam ser zoados. Ninguém dá a mínima para aquele cigarro que você fumou no intervalo.

O que é interessante de se pensar considerando que a Hitomi tem possivelmente seus dias no passado contado. Digo, estamos supondo há várias semanas sobre o que acontecerá se ela precisar voltar. Deixará os amigos para trás? Um possível namorado? Afinal de contas, não é isso que todos fazemos ao cair na vida adulta?

buniiito4Fábio “Mexicano”

A gente chega nesse limiar achando que não, mas na verdade tudo fica para trás mesmo, ou quase tudo. No caso da Hitomi será literalmente tudo.

diego gonçalvesDiego

Eu ainda tenho minhas dúvidas quanto a se ela irá voltar ou não. Até porque, vamos ser bem sinceros: voltar pra que? Não parece que ela tinha uma vida própria em seu tempo. Seus pais aparentemente já se foram. Só lhe restava a avó, que foi justamente quem a mandou pro passado. Até onde sabemos, ela provavelmente está melhor ali.

booker finisgeekis 1Vinicius Marino

Falando em pais, nós tivemos alguma informação sobre eles até agora? Ela de fato não fala nada da família. Aliás, de nada. Para todos os fins, é uma garota que vive apenas no presente (o que não deixa de ser uma coisa muito adolescente de se fazer)

diego gonçalvesDiego

Eu sinto que em algum momento foi dito que morreram, mas posso estar imaginando coisas

buniiito4Fábio “Mexicano”

A morte dos pais, se estiverem mortos mesmo, é outro evento que pode ter traumatizado a Hitomi.

cat ultharGato de Ulthar

Mas o anime vem escondendo até o presente momento vários detalhes do passado da Hitomi. Afinal de contas, o que sabemos dela? Praticamente nada.

buniiito4Fábio “Mexicano”

É verdade. Ainda não sabemos porque afinal ela não enxerga cores. Por que não gostava de magia. O que a avó dela tinha em mente ao mandá-la para o passado.

Só temos conjecturas, e considerando o foco da história no dia à dia, acho que isso não é importante, pelo menos por enquanto, e talvez as respostas sejam todas bem simples. Ainda acho que ela volta pro futuro.

booker finisgeekis 1Vinicius Marino

Eu também acho que volta. Mas que sei eu? Estamos todos no escuro – espero que por uma boa razão.

Até semana que vem – e as próximas revelações!

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